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23/12/2012 09h00
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Preso mandante do crime que matou ciganos em Bacabal

Segundo a polícia, o acusado responde também por sequestros, porte ilegal de arma e homicídios


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Polícia consegue colocar fim no mistério da “Chacina do Pantanal”, que teve como vítimas três ciganos da mesma família, na cidade de Bacabal, no dia 20 de outubro. Foi preso o mandante do triplo homicídio, Marlio Thercio Pinheiro Leite, “Matécio”, de 32 anos, em Fortaleza, e contra ele havia um mandado de prisão preventiva, expedido pela Comarca Criminal de São Luís, mas, segundo a polícia, o conduzido já responde na Justiça por três sequestros, porte ilegal de arma de fogo e mais três homicídios, sendo dois, em Roraima, um, no Tocantins; e um, na capital do Ceará.

Na tarde desta sexta, 21, Matécio foi apresentado para a imprensa na sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, no Bairro de Fátima. O superintendente da Seic, Augusto Barros, falou que investigadores da equipe de Roubo a Cargas estavam fazendo diligências em Fortaleza quando ficaram cientes sobre o paradeiro do acusado, mas as investigações sobre a morte dos ciganos estavam sendo coordenadas pelo delegado Roberto Larrat. A partir desse momento, policiais do Ceará e do Maranhão começaram a investigar os passos de Matécio, inclusive, durante o trabalho foi descoberto que ele tem envolvimento em sequestros na cidade de Fortaleza e também pagou um homem, identificado como “André”, para realizar dois homicídios, em Roraima; um, em Tocantins; e mais um, na capital cearense.

A prisão dele foi feita na tarde da última quarta-feira, 19, quando estava dentro de uma das suas residências, pois, segundo a polícia, Matécio é empresário. Somente em Fortaleza, tem cinco casas, localizadas em bairros nobres; dois automóveis de luxo; duas fábricas de confecção; 800 cabeças de gado; 10 cavalos, sendo cada um avaliado em R$ 500 mil.



No momento da prisão, os policiais conseguiram apreender o veículo utilizado durante a chacina, uma Hilux preta, placa não identificada; uma Honda Broz; uma pistola de calibre 380; e um revólver 38. Augusto Barros ainda disse que todo esse material deve fazer parte do processo investigativo e Matécio vai ser transferido para o Centro de Triagem de Pedrinhas, onde vai ficar à disposição da Justiça.

Motivação e modos operantes
Augusto Barros também falou que o mandante e o executor da morte dos ciganos foi Marlio Thercio, mas ainda contou com a participação de Michael Welton Barbosa Apoliano, “Maicon Apolinário”; e outros dois identificados apenas por “Rubinho” e “Garajal”.

As vítimas foram Creuza Alves Feitosa, de 55 anos; Cícero Romão Batista, de 56 anos; e sua companheira, Maria Alice Feitosa dos Santos, de 50 anos. Todas foram alvejadas com disparos na cabeça e nas costas.

O delegado frisou que, no dia do crime, Rubinho e Michael adentraram na residência das vítimas, localizadas na Rua Paraná, Bairro Pantanal, em Bacabal, enquanto, Matécio e Garajal ficaram do lado de fora dando cobertura. Uma das vítimas, Cícero Romão revidou os disparos efetuados pelos autores e desses tiros atingiu Michael Barbosa, que veio a falecer.

Em relação, à causa do crime, Augusto Barros informou que Matécio teria se desentendido há dois anos com um de seus “capangas”, identificado como André, e acabou executando-o. Mediante a isso, Maria Alice, irmã de André, teria dito que iria ter vingança. Matécio ao saber do fato contratou alguns homens para executar toda a família dos ciganos.

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