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04/03/2012 06h00
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Escolas municipais ainda não foram reformadas e aulas começam dia 15

A quantidade de colégios que carecem de reparos corresponde a 82,2%


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SÃO LUÍS - Faltando 12 dias para a volta às aulas, 222 escolas públicas da rede municipal de ensino que precisariam ser reformadas ainda não passaram por obras de recuperação dos prédios. É o que afirma o Sindicato dos Profissionais do Magistério do Ensino Público de São Luís (Sindeducação). A quantidade de colégios que carecem de reparos corresponde a 82,2% do total dos estabelecimentos escolares mantidos pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). O início do ano letivo, marcado para 30 de janeiro, foi adiado para o dia 15 deste mês, a fim de que as adequações estruturais pudessem ser feitas.

Com uma rede de 270 escolas públicas e anexos escolares em toda a cidade, a Semed tem sob sua responsabilidade 137 mil alunos matriculados. No entanto, grande parte dos estabelecimentos de ensino está sem condições dignas de abrigar os estudantes. Muitos prédios precisam de recuperação na infraestrutura, como concertos hidráulicos, reparos de instalações elétricas, pintura, reforma de salas e outros equipamentos físicos.

Licitação

De acordo com a presidente do Sindeducação, Lindalva Batista, com menos de duas semanas para a volta às aulas, ainda não foi aberto processo licitatório para contratação de empresas que executarão as reformas nas escolas. Ela disse que as condições precárias de funcionamento representam riscos à saúde de alunos, professores, gestores, funcionários e da população em geral. "Faltam bebedouros e higiene nos banheiros, que apresentam problemas hidráulicos", contou a sindicalista.

Para Lindalva Batista, os estudantes correm risco de voltar às aulas expostos a situações que prejudicam o aprendizado. "As reformas foram prometidas pela administração pública municipal para o início do ano letivo. As aulas foram adiadas para que a Prefeitura pudesse fazer os reparos. As obras já deveriam ter sido iniciadas", destacou a presidente do Sindeducação. O titular da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação do Ministério Público do Maranhão, promotor Paulo Avelar, disse que só se pronunciará sobre as condições estruturais das escolas após o início do ano letivo.

Flagrantes

A falta de espaços físicos adequados para abrigar os alunos é um dos principais problemas da rede municipal pública de educação. No Anexo Isema, da Unidade de Ensino Básico Tancredo Neves, localizado na Cidade Operária, o espaço para a turma assistir às explicações do professor é apertado. Em dias de sol, salas de aula quentes e com ventiladores quebrados. Em dias de chuva, goteiras e infiltrações pelas paredes e pelo teto. Por causa da água que penetra pelas telhas, o forro desabou em duas salas de aula. Os bebedouros do estabelecimento também estão com problemas. Somente no anexo, estão matriculados cerca de 420 alunos.

Na Unidade de Ensino Básico Mata Roma, situada na Cidade Operária, problemas graves estão relacionados aos espaços para a prática de atividade recreativa ou esportiva. Parte do teto da quadra da escola desabou. No prédio onde acontecem as aulas, a falta de cobertura no telhado pode ser vista pelo lado de fora. Vidros de várias janelas estão quebrados. Além disso, centenas de alunos têm de conviver com urubus e o mau cheiro de um lixão formado em terreno próximo à escola.

Na Unidade de Ensino Básico Mata Roma, localizada na Cidade Operária, paredes e muros estão descascados e cheios de pichações. O diretor adjunto do colégio, Reginaldo de Jesus Pereira, frisou que um dos banheiros destinados a servidores que trabalham na escola está sem vaso sanitário. Ele também disse que o prédio apresenta problemas na instalação elétrica e que os ventiladores estão quebrados. O ambiente, que deveria ser saudável, é insalubre. "Os professores trabalham e os alunos estudam nessas condições", disse.

A falta de manutenção fez com que parte do reboco das paredes caísse no prédio histórico do antigo Matadouro, no bairro Liberdade, que atualmente abriga a Unidade de Ensino Básico Ministro Mário Andreazza. O prédio das turmas de jardim de infância está interditado e aguarda por recuperação.

A dona de casa Maria dos Remédios Pereira, de 39 anos, tem uma filha de 12 anos que estuda na Unidade de Ensino Básico Santa Clara, situada no bairro Santa Clara. Segundo ela, o prédio da escola em que sua filha estuda também precisa de reparos. "Para quem não tem condições de matricular o filho na escola pública, só resta esperar pelo início das aulas", disse.

A prefeitura foi procurada para se manifestar sobre o assunto, mas até o fechamento desta reportagem não havia se pronunciado.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que todas as unidades passarão por reformas e adaptações. Os serviços também incluem três escolas localizadas no Bequimão, São Raimundo e na Cidade Operária, que estavam com as obras paradas há anos e que estão sendo retomadas. A Semed frisou que o edital de divulgação do certame licitatório já foi publicado e que até a próxima semana será divulgado o resultado com os nomes das empresas contempladas na concorrência, destinadas às reformas e adaptações das demais Unidades de Ensino Básico (UEBs).

Números

15 deste mês é a data de início do ano letivo municipal

137 mil alunos estão matriculados na rede municipal

80 é o total de anexos escolares

82,2% das escola ou 222 escolas, precisam de reforma

507 é a média de alunos para cada escola ou anexo

(De O Estado do Maranhão)

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